Pelos noticiários, em apenas 2 dias já aprendi tudo sobre tempestades em alto mar, turbulências, sonares, métodos de busca, etc...
É impressionante como a tragédia vende.
Sequer encontraram a aeronave e os jornais já narram em suas páginas os detalhes de como se deu o acidente, enquanto nas ruas as pessoas discutem qual a versão mais verdadeira até então divulgada.
A receita sempre funciona, o negócio é muito lucrativo.
Caindo um avião por ano, sendo uma criança arrastada por assaltantes, ou um parricídio na classe-média, jornais e políticos regozijam-se. Aqueles pelo consumo voraz de um povo louco por tragédias, e, estes, pelo fato de que ao menos por um tempo as investigações não serão mais dirigidas a eles.
Os tablóides desrespeitam a privacidade e o momento de dor dos familiares que choram pelos seus.
Com a devida vênia, fico mais chateado ao saber que uma fortuna incalculável está sendo gasta para descobrir o óbvio, qual seja, que um avião caiu e 228 pessoas perderam a vida.
De nada adiantará saber se o motivo foi pane, tempestade ou falha humana.
Infelizmente, não há o que se possa fazer fazer para amenizar as perdas, mas muito se pode para ajudar os que ainda vivem, ou melhor sobrevivem.
Aproveitem as boas notícias.


